Apoio psicológico foi considerado importante para adesão ao tratamento. Durante 12 meses de terapia multidisciplinar, 83 adolescentes obesos entre 15 e 19 anos praticaram exercício físico aeróbio orientado e receberam suporte clínico, nutricional e psicológico para controle da Síndrome Metabólica (SM), associação de fatores como aumento da pressão arterial, da resistência insulínica e dislipidemia. Os resultados começaram a surgir logo nos seis primeiros meses e, ao fim de um ano de terapia multidisciplinar, a prevalência da SM no grupo caiu de 27,16% para 8,3%.
No estudo, apresentado como tese de doutorado em Nutrição, na Unifesp, pela professora de educação física Danielle Caranti, foi comprovada a eficácia da abordagem multiprofissional e inter-profissional, com médico endocrinologista, psicólogos, professores de educação física e nutricionistas estimulando os adolescentes a mudar seu estilo de vida, a partir de um trabalho de valorização da auto-estima, socialização, reeducação alimentar, prática de exercícios físicos aeróbios em bicicleta ergométrica e esteira três vezes por semana (1h/dia) e reuniões com familiares ao final da terapia.
A Síndrome Metabólica (SM) é considerada uma das mais graves doenças emergentes, desencadeando riscos para diabetes, problemas coronarianos e acidente vascular cerebral (AVC). Caracterizada por um quadro que congrega pressão arterial elevada, dislipidemia (índices alterados de colesterol e triglicérides), resistência à produção de insulina e aumento da gordura visceral. A SM já atinge aproximadamente 27,16% dos adolescentes obesos no país, contribuindo para isso os hábitos alimentares inadequados, como o abuso de fast food, e o sedentarismo.
Vergonha e adesão
Segundo a pesquisadora Danielle Caranti, apenas a introdução dos exercícios e da orientação nutricional não seria suficiente para gerar efeitos duradouros, principalmente relacionados à questão psicológica. Por isso a relevância da multidisciplinaridade. Isto porque a adesão ao tratamento do adolescente obeso costuma ser prejudicada por baixa auto-estima e distúrbios de imagem corporal. “O adolescente obeso tende a sentir vergonha, por isso o apoio psicológico é essencial. Ao longo do tratamento multidisciplinar, ele não é excluído, está em um ambiente que o acolhe e valoriza, mas ao mesmo tempo há um trabalho no sentido da socialização, para não deixar que se isolem”.
Uma das conclusões da pesquisa é que as meninas não apresentam respostas tão expressivas quanto os meninos, que eram acometidos inicialmente em um estágio mais preocupante. Demonstrou também que a terapia multidisciplinar de longo prazo apresentou uma resposta que melhorava à medida que se prolongava o tempo de adesão, com efeitos benéficos no controle da Síndrome Metabólica em adolescentes obesos.
O programa não estabeleceu metas inatingíveis para a perda de peso, mas uma expectativa realista – partindo-se de uma adesão completa ao tratamento – estimando redução de 0,5 kg a 1,5 kg por semana. “O peso e a estética não são os objetivos principais, mas sim tornar o adolescente mais disposto, motivado, saudável e sem complicações, com integração efetiva à sociedade, já que a obesidade é uma doença multifatorial desencadeada principalmente devido ao estilo de vida”.
Saúde pública
Para a autora do estudo, publicado recentemente na revista Metabolism Clinical and Experimental, implantar atendimentos desse tipo como programa de saúde pública é viável, incorporando os professores de educação física do ensino regular a projetos de assistência ambulatorial e orientação de mudança de estilo de vida dentro das escolas, além de integrar o próprio profissional de educação física no âmbito hospitalar.
“Na Itália, onde realizei parte do estudo de doutorado, e em alguns outros países da Europa, já existem centros hospitalares especializados no combate à Síndrome Metabólica e Obesidade Clínica que utilizam a multidisciplinaridade como estratégia de tratamento não farmacológico”, conta Danielle Caranti.
Em outro estudo publicado pela pesquisadora no International Journal of Clinical Practice. a prevalência da Síndrome Metabólica foi expressiva no Brasil e na Itália, sendo que 34,8% dos meninos brasileiros – em comparação a 23,6% dos meninos italianos – apresentavam a SM. O mesmo foi demonstrado na avaliação das meninas: presença da SM em 15,6% das brasileiras e 12,5% das italianas.
Alerta e prevenção
Na opinião da nutricionista e docente da Unifesp, Ana Raimunda Damaso, orientadora do doutorado, estudos como este são importantes não somente por seus resultados, mas também para alertar a população sobre os riscos do descuido com a dieta dos jovens, que se transformam em sérios candidatos a problemas como diabetes, colesterol alto e doenças cardíacas graves.
Ainda segundo Ana Damaso, é preciso criar estratégias de prevenção e tratamento precoces, para que os jovens de hoje não se tornem adultos com sérios problemas de saúde. “O descuido com a alimentação acontece em todas as classes sociais. A classe mais pobre, por recorrer a carboidratos, que são alimentos mais baratos. E os ricos, porque não sabem escolher produtos com qualidade nutricional”.
Danielle Caranti alerta, entretanto, que o tratamento só tem bom resultado quando a vontade de emagrecer é do próprio jovem. “O adolescente tem que estar disposto a emagrecer. Sair do processo de contemplação para superar as dificuldades e se integrar ao programa multidisciplinar”, comenta.
Fonte: Ricardo Viveiros & Associados
sábado, 31 de janeiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Musculação e o crescimento de adolescentes.
Quais as consequências?
A prática de exercícios contra resistidos com pesos (musculação) sempre gerou muita polêmica dentro e fora das academias de ginástica. Ainda mais quando o tema é destinado ao treinamento com pesos na adolescência - época em que o corpo jovem encontra-se em estágio final de crescimento. Com isso, muitos pais de adolescentes impedem a prática da musculação por acreditarem que a atividade impede o crescimento natural do corpo jovem. Mas afinal, quais são os verdadeiros efeitos da musculação num corpo adolescente?
Segundo o Personal Trainer Luiz Carlos Moraes (CREF 13529T), os adolescentes podem e devem levantar pesos - desde que adequados à sua estrutura óssea e muscular. Para o Personal César Marra (CREF 1542/DF), os adolescentes podem praticar exercícios de contra resistência desde que a carga utilizada não seja destinada ao treinamento de hipertrofia muscular.
Mas o adolescente pára de crescer?
Ao contrário do que muitos leigos afirmam, a musculação não paralisa o crescimento ósseo do adolescente, afirmam os professores de Educação Física. Muito pelo contrário, segundo o professor de musculação George Magno (CREF 072147), a prática da atividade promove a formação de cálcio nos ossos beneficiando assim, o crescimento do corpo adolescente.
Outro fator a ser desmistificado é de que a musculação destina-se única e exclusivamente ao trabalho de hipertrofia muscular, afirma George Magno. Nada disso!!! A carga utilizada para o treinamento de adolescentes não á mesma utilizada em adultos, ainda mais para fins de hipertrofia muscular! A musculação na adolescência visa, principalmente, um melhor condicionamento físico e estético, sem alterar (em grande escala) a natureza do corpo jovem...
Benefícios da musculação em adolescentes:
Dentre os inúmeros benefícios do treinamento contra resistido em adolescentes, destacam-se:
Fortalecimento muscular;
Estimulação da massa óssea;
Melhora na composição corporal (ou seja, auxilia nos processos de emagrecimento e ainda modela o corpo);
Aumento de força muscular;
Aumento da capacidade motora, ou seja, melhora na coordenação do corpo;
Aumento dos benefícios psicológicos ( proporciona uma melhor convivência social e aumento da auto-estima do indivíduo);
Proporciona uma estrutura músculo-articular mais forte, evitando lesões futuras (tanto na prática da musculação como em qualquer outra modalidade esportiva que o indivíduo venha a praticar);
Grande margem de segurança quando comparado às atividades de impacto como: esportes coletivos (futebol e voleibol) e outras atividades aeróbias. Com isso, as chances de lesões durante a prática da atividade são praticamente nulas.
Além dos benefícios citados acima, "o treinamento contra resistido proporciona um melhor lastro fisiológico ao adolescente", afirma George Magno. Isto quer dizer que a musculação prepara a resistência do corpo para futuras atividades físicas ou até mesmo para a prática da musculação posteriormente. Com isso, podemos afirmar que indivíduos que praticaram musculação na adolescência apresentam melhor desempenho em quaisquer outras atividades esportivas do que aqueles indivíduos que nunca realizaram a atividade quando jovens.
Musculação: alguns cuidados especiais...
É importante lembrar que a carga de treinamento deve ser administrada de acordo com o desenvolvimento físico de cada adolescente. Segundo Luiz Carlos, um bom planejamento com profissionais atualizados e de confiança, sempre contribuem para bons resultados.
Mais um ponto importante a ressaltar é a relação entre aluno e professor, destaca o Personal Luiz. O profissional de musculação deve "conquistar a confiança do adolescente e convencê-lo a fazer o certo".
Para não fazer feio na sala de musculação, é importante seguir as seguintes regras:
Não ultrapasse o treinamento indicado pelo professor. Evite o super-treinamento;
Não tente obter um corpo musculoso nos primeiros meses. Lembre-se: este processo é conquistado a longo prazo;
Não ingira anabolizantes - segundo César Marra, muitas ofertas aparecerão;
Não abuse na sobrecarga, assim você evitará futuras lesões;
Musculação: é cedo que se começa...
Enfim, seja para melhorar a performance atlética ou para definir a estética corporal, a prática da musculação, desde que bem orientada, é sempre bem-vinda ao corpo jovem.
Lembre-se! Antes de começar o treino, é importante que o aluno faça uma visita ao médico e informe sobre os seus objetivos. Depois, é só procurar por um bom professor e iniciar o treinamento com consciência e responsabilidade.
A prática de exercícios contra resistidos com pesos (musculação) sempre gerou muita polêmica dentro e fora das academias de ginástica. Ainda mais quando o tema é destinado ao treinamento com pesos na adolescência - época em que o corpo jovem encontra-se em estágio final de crescimento. Com isso, muitos pais de adolescentes impedem a prática da musculação por acreditarem que a atividade impede o crescimento natural do corpo jovem. Mas afinal, quais são os verdadeiros efeitos da musculação num corpo adolescente?
Segundo o Personal Trainer Luiz Carlos Moraes (CREF 13529T), os adolescentes podem e devem levantar pesos - desde que adequados à sua estrutura óssea e muscular. Para o Personal César Marra (CREF 1542/DF), os adolescentes podem praticar exercícios de contra resistência desde que a carga utilizada não seja destinada ao treinamento de hipertrofia muscular.
Mas o adolescente pára de crescer?
Ao contrário do que muitos leigos afirmam, a musculação não paralisa o crescimento ósseo do adolescente, afirmam os professores de Educação Física. Muito pelo contrário, segundo o professor de musculação George Magno (CREF 072147), a prática da atividade promove a formação de cálcio nos ossos beneficiando assim, o crescimento do corpo adolescente.
Outro fator a ser desmistificado é de que a musculação destina-se única e exclusivamente ao trabalho de hipertrofia muscular, afirma George Magno. Nada disso!!! A carga utilizada para o treinamento de adolescentes não á mesma utilizada em adultos, ainda mais para fins de hipertrofia muscular! A musculação na adolescência visa, principalmente, um melhor condicionamento físico e estético, sem alterar (em grande escala) a natureza do corpo jovem...
Benefícios da musculação em adolescentes:
Dentre os inúmeros benefícios do treinamento contra resistido em adolescentes, destacam-se:
Fortalecimento muscular;
Estimulação da massa óssea;
Melhora na composição corporal (ou seja, auxilia nos processos de emagrecimento e ainda modela o corpo);
Aumento de força muscular;
Aumento da capacidade motora, ou seja, melhora na coordenação do corpo;
Aumento dos benefícios psicológicos ( proporciona uma melhor convivência social e aumento da auto-estima do indivíduo);
Proporciona uma estrutura músculo-articular mais forte, evitando lesões futuras (tanto na prática da musculação como em qualquer outra modalidade esportiva que o indivíduo venha a praticar);
Grande margem de segurança quando comparado às atividades de impacto como: esportes coletivos (futebol e voleibol) e outras atividades aeróbias. Com isso, as chances de lesões durante a prática da atividade são praticamente nulas.
Além dos benefícios citados acima, "o treinamento contra resistido proporciona um melhor lastro fisiológico ao adolescente", afirma George Magno. Isto quer dizer que a musculação prepara a resistência do corpo para futuras atividades físicas ou até mesmo para a prática da musculação posteriormente. Com isso, podemos afirmar que indivíduos que praticaram musculação na adolescência apresentam melhor desempenho em quaisquer outras atividades esportivas do que aqueles indivíduos que nunca realizaram a atividade quando jovens.
Musculação: alguns cuidados especiais...
É importante lembrar que a carga de treinamento deve ser administrada de acordo com o desenvolvimento físico de cada adolescente. Segundo Luiz Carlos, um bom planejamento com profissionais atualizados e de confiança, sempre contribuem para bons resultados.
Mais um ponto importante a ressaltar é a relação entre aluno e professor, destaca o Personal Luiz. O profissional de musculação deve "conquistar a confiança do adolescente e convencê-lo a fazer o certo".
Para não fazer feio na sala de musculação, é importante seguir as seguintes regras:
Não ultrapasse o treinamento indicado pelo professor. Evite o super-treinamento;
Não tente obter um corpo musculoso nos primeiros meses. Lembre-se: este processo é conquistado a longo prazo;
Não ingira anabolizantes - segundo César Marra, muitas ofertas aparecerão;
Não abuse na sobrecarga, assim você evitará futuras lesões;
Musculação: é cedo que se começa...
Enfim, seja para melhorar a performance atlética ou para definir a estética corporal, a prática da musculação, desde que bem orientada, é sempre bem-vinda ao corpo jovem.
Lembre-se! Antes de começar o treino, é importante que o aluno faça uma visita ao médico e informe sobre os seus objetivos. Depois, é só procurar por um bom professor e iniciar o treinamento com consciência e responsabilidade.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Fibromialgia pode ser controlada com qualidade de vida.
O Tempo (www.otempo.com.br) - Saúde - 21/07/2008
Uma doença silenciosa ataca 4 milhões de brasileiros: a síndrome da dor crônica, mais conhecida como fibromialgia. A origem da doença é um distúrbio de neurormônios, principalmente a seratonina, o que faz com que o limiar da dor no paciente seja drasticamente reduzido.
A pessoa com fibromialgia apresenta dores generalizadas, sono superficial que não restaura o organismo e uma grande dificuldade de manter as atividades diárias. Segundo a médica fisiatra e vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação, Cláudia Fonseca, a fibromialgia pode chegar a ser incapacitante.
"A dor às vezes é tão intensa que a pessoa não consegue trabalhar, fazer as coisas em casa ou mesmo tomar banho. Uma menor atividade leva à dimuição do prazer e isso acaba virando um ciclo vicioso", explica. Segundo ela, o descondicionamento físico é o pior caminho para um paciente com a doença.
"O ideal é não parar de trabalhar porque em casa a dor vai continuar existindo. Isso pode, inclusive, piorar o quadro físico e emocional, porque a pessoa acaba se isolando", diz Cláudia Fonseca.
Descrédito. Tão ruim ou pior que as dores é a descrença de amigos e familiares que o paciente com fibromialgia tem de enfrentar. "As pessoas em volta não acreditam que a dor existe, acham que é um problema psicológico. Isso causa muito sofrimento", afirma a médica.
Segundo Cláudia Fonseca, o fator emocional é realmente importante na análise da síndrome, mas as dores não são uma fantasia do paciente. Na verdade, um estado emocional ruim pode desencadear as crises de fibromialgia, por isso é tão importante investir na qualidade de vida.
O tratamento para a fibromialgia nunca é feito apenas com a medicação. Como ponto chave para o controle da doença, a fisiatra aconselha uma mudança na vida cotidiana. "Existem medicamentos para aumentar os neurotransmissores, mas só medicamento não adianta. É muito importante adotar uma atividade física regular aeróbica, pode ser bicicleta ou hidroginástica. Isso eleva os níveis de serotonina e endorfina", explica Claúdia Fonseca.
Psicoterapia. Se as crises de fibromialgia são, em boa parte, desencadeadas por fatores emocionais, é importante que o paciente aprenda a lidar com o inevitável estresse da vida cotidiana. "É preciso mudar a postura no mundo, tem que aprender técnicas para viver de uma forma mais otimista e positiva. A psicoterapia pode ajudar o paciente a aprender a lidar com o estresse e a depressão", aconselha a médica.
Segundo Cláudia Fonseca, na psicoterapia o paciente pode também compreender a causa da doença e desenvolver comportamentos adequados, lidando melhor com os episódios dolorosos. Dessa forma, diminui a freqüência das crises.
Prevenção. Quanto à prevenção, Cláudia Fonseca diz que não ainda não existe nenhuma orientação nesse sentido, mas que estudos apontam para a característica genética da fibromialgia. Portanto, caso haja alguém na família com a síndrome, é importante investir na prevenção com atitudes simples como evitar a obesidade, procurar ter um bom sono e manter um convívio social amplo.
"A fibromialgia não tem cura, mas é possível ter uma qualidade de vida boa. A doença pode ser controlada e as crises evitadas por muito tempo. A pessoa pode conviver com a fibromialgia, mas não com a dor", diz a médica.
Uma doença silenciosa ataca 4 milhões de brasileiros: a síndrome da dor crônica, mais conhecida como fibromialgia. A origem da doença é um distúrbio de neurormônios, principalmente a seratonina, o que faz com que o limiar da dor no paciente seja drasticamente reduzido.
A pessoa com fibromialgia apresenta dores generalizadas, sono superficial que não restaura o organismo e uma grande dificuldade de manter as atividades diárias. Segundo a médica fisiatra e vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação, Cláudia Fonseca, a fibromialgia pode chegar a ser incapacitante.
"A dor às vezes é tão intensa que a pessoa não consegue trabalhar, fazer as coisas em casa ou mesmo tomar banho. Uma menor atividade leva à dimuição do prazer e isso acaba virando um ciclo vicioso", explica. Segundo ela, o descondicionamento físico é o pior caminho para um paciente com a doença.
"O ideal é não parar de trabalhar porque em casa a dor vai continuar existindo. Isso pode, inclusive, piorar o quadro físico e emocional, porque a pessoa acaba se isolando", diz Cláudia Fonseca.
Descrédito. Tão ruim ou pior que as dores é a descrença de amigos e familiares que o paciente com fibromialgia tem de enfrentar. "As pessoas em volta não acreditam que a dor existe, acham que é um problema psicológico. Isso causa muito sofrimento", afirma a médica.
Segundo Cláudia Fonseca, o fator emocional é realmente importante na análise da síndrome, mas as dores não são uma fantasia do paciente. Na verdade, um estado emocional ruim pode desencadear as crises de fibromialgia, por isso é tão importante investir na qualidade de vida.
O tratamento para a fibromialgia nunca é feito apenas com a medicação. Como ponto chave para o controle da doença, a fisiatra aconselha uma mudança na vida cotidiana. "Existem medicamentos para aumentar os neurotransmissores, mas só medicamento não adianta. É muito importante adotar uma atividade física regular aeróbica, pode ser bicicleta ou hidroginástica. Isso eleva os níveis de serotonina e endorfina", explica Claúdia Fonseca.
Psicoterapia. Se as crises de fibromialgia são, em boa parte, desencadeadas por fatores emocionais, é importante que o paciente aprenda a lidar com o inevitável estresse da vida cotidiana. "É preciso mudar a postura no mundo, tem que aprender técnicas para viver de uma forma mais otimista e positiva. A psicoterapia pode ajudar o paciente a aprender a lidar com o estresse e a depressão", aconselha a médica.
Segundo Cláudia Fonseca, na psicoterapia o paciente pode também compreender a causa da doença e desenvolver comportamentos adequados, lidando melhor com os episódios dolorosos. Dessa forma, diminui a freqüência das crises.
Prevenção. Quanto à prevenção, Cláudia Fonseca diz que não ainda não existe nenhuma orientação nesse sentido, mas que estudos apontam para a característica genética da fibromialgia. Portanto, caso haja alguém na família com a síndrome, é importante investir na prevenção com atitudes simples como evitar a obesidade, procurar ter um bom sono e manter um convívio social amplo.
"A fibromialgia não tem cura, mas é possível ter uma qualidade de vida boa. A doença pode ser controlada e as crises evitadas por muito tempo. A pessoa pode conviver com a fibromialgia, mas não com a dor", diz a médica.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
AVC no topo do ranking dos vilões
A Notícia - SC (edição impressa) - Saúde - 28/07/2008
Estudo da OMS estima que se fatores de risco do AVC forem controlados, haverá redução de 80% nos casos da doença
O Brasil vive hoje uma epidemia de doenças cardiovasculares. No ranking das mortes em solo nacional, o principal culpado é o acidente vascular cerebral (AVC). Em 2005, foram 90 mil vítimas. Em segundo, são as doenças isquêmicas do coração, como o infarto, com quase 85 mil mortes. Mas o problema, apesar dos números alarmantes, passa despercebido por muita gente.
É como se um vírus desconhecido brotasse de repente pegando milhares de pessoas despreparadas. Na verdade, o problema é bem conhecido e tem prevenção. Só que os brasileiros insistem em deixar os cuidados com o coração em segundo plano.
A cultura de dar pouca importância à saúde do coração e do cérebro tem ligação direta com o modo de vida das pessoas. De acordo com o neurologista Maurício Friedrich, em todo o mundo 5,5 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de AVC. Quase 90% desse montante ficam em países do terceiro mundo. ´Isso mostra que o acesso a um sistema de saúde público eficiente e informações sobre a doença são eficazes´, defende o neurologista.
Friedrich cita o projeto Euroaction, com o qual colabora, que mostra que há um grande descompasso entre o conhecimento dos médicos sobre a prevenção do AVC e a implementação de práticas para evitar a epidemia. Essas ações deveriam vir de políticas públicas, mas também podem ser aplicadas por médicos e pacientes. Basta controlar os fatores de risco, que mesmo invisíveis para muita gente são as principais causas de mortes por AVC. É o caso da hipertensão, obesidade, diabetes, sedentarismo e fumo. ´Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, se forem controlados esses fatores, os casos de AVC vão reduzir em 80%´, salienta.
Esses fatores surgem aos poucos e apresentam raros sintomas. O sedentarismo e o fumo trazem prejuízos a longo prazo. Isso desestimula as pessoas a se tratarem, aumentando o risco de terem doenças cardiovasculares. ´Metade dos AVCs e dos infartos do miocárdio resulta em morte. Muitos dos que sobrevivem ficam com seqüelas sérias´, lembra o cardiologista Aloyzio Achutti.
Achutti concorda com Friedrich sobre a necessidade de disseminar informações. Para ele, quanto mais as pessoas conhecerem os sintomas, conseqüências e prevenção, mais terão vontade de cuidar do coração. ´Cerca de 50% das mortes causadas por doenças cardiovasculares são resultado direto da pobreza. Entre os motivos, está a falta de informação. A cultura de só se preocupar com a dor imediata´, acredita.
Para evitar que o coração fique doente, a orientação dos médicos é a velha e conhecida fórmula: alimentação saudável, rica em verduras e legumes, evitar gordura, atividade física e visitas regulares aos médicos.
Estudo da OMS estima que se fatores de risco do AVC forem controlados, haverá redução de 80% nos casos da doença
O Brasil vive hoje uma epidemia de doenças cardiovasculares. No ranking das mortes em solo nacional, o principal culpado é o acidente vascular cerebral (AVC). Em 2005, foram 90 mil vítimas. Em segundo, são as doenças isquêmicas do coração, como o infarto, com quase 85 mil mortes. Mas o problema, apesar dos números alarmantes, passa despercebido por muita gente.
É como se um vírus desconhecido brotasse de repente pegando milhares de pessoas despreparadas. Na verdade, o problema é bem conhecido e tem prevenção. Só que os brasileiros insistem em deixar os cuidados com o coração em segundo plano.
A cultura de dar pouca importância à saúde do coração e do cérebro tem ligação direta com o modo de vida das pessoas. De acordo com o neurologista Maurício Friedrich, em todo o mundo 5,5 milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas de AVC. Quase 90% desse montante ficam em países do terceiro mundo. ´Isso mostra que o acesso a um sistema de saúde público eficiente e informações sobre a doença são eficazes´, defende o neurologista.
Friedrich cita o projeto Euroaction, com o qual colabora, que mostra que há um grande descompasso entre o conhecimento dos médicos sobre a prevenção do AVC e a implementação de práticas para evitar a epidemia. Essas ações deveriam vir de políticas públicas, mas também podem ser aplicadas por médicos e pacientes. Basta controlar os fatores de risco, que mesmo invisíveis para muita gente são as principais causas de mortes por AVC. É o caso da hipertensão, obesidade, diabetes, sedentarismo e fumo. ´Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, se forem controlados esses fatores, os casos de AVC vão reduzir em 80%´, salienta.
Esses fatores surgem aos poucos e apresentam raros sintomas. O sedentarismo e o fumo trazem prejuízos a longo prazo. Isso desestimula as pessoas a se tratarem, aumentando o risco de terem doenças cardiovasculares. ´Metade dos AVCs e dos infartos do miocárdio resulta em morte. Muitos dos que sobrevivem ficam com seqüelas sérias´, lembra o cardiologista Aloyzio Achutti.
Achutti concorda com Friedrich sobre a necessidade de disseminar informações. Para ele, quanto mais as pessoas conhecerem os sintomas, conseqüências e prevenção, mais terão vontade de cuidar do coração. ´Cerca de 50% das mortes causadas por doenças cardiovasculares são resultado direto da pobreza. Entre os motivos, está a falta de informação. A cultura de só se preocupar com a dor imediata´, acredita.
Para evitar que o coração fique doente, a orientação dos médicos é a velha e conhecida fórmula: alimentação saudável, rica em verduras e legumes, evitar gordura, atividade física e visitas regulares aos médicos.
Atividades físicas ajudam a prevenir câncer e hiperplasia na próstata
Boa Saude - Noticias/ Online - Saúde - 02/07/2008
A prática de atividades físicas, mesmo quando se está no trabalho, pode ajudar na prevenção ao câncer de próstata e da hiperplasia benigna da próstata (aumento do tamanho da glândula), segundo estudo publicado na edição de agosto do "European Journal of Cancer Prevention". Os resultados da pesquisa grega indicaram que os níveis de atividades físicas no trabalho estão associados ao risco de desenvolver câncer e hiperplasia da próstata.
Usando dados de dois estudos realizados em Atenas entre os anos de 1994 e 1997, especialistas avaliaram essa relação em 320 pacientes com câncer de próstata, 184 com hiperplasia benigna tratada por cirurgia e 246 pessoas hospitalizadas com problemas menores. As ocupações dos participantes antes da aposentadoria também foram analisadas, sendo divididas em grupos de acordo com o nível de atividade física.
E os resultados indicaram uma significativa relação inversa entre a atividade física laboral e as duas manifestações. Os participantes que tinham ocupações com maior nível de atividade física tinham 69% menos propensão a ter o câncer e 59% menos chances de desenvolver a condição benigna da próstata, comparados com aqueles com trabalhos "menos fisicamente ativos".
De acordo com os autores, a proteção foi ainda maior nos homens com menos de 65 anos de idade. Isso porque principalmente a hiperplasia benigna da próstata, que num primeiro momento não tem conseqüências graves para a saúde, está intimamente relacionada ao envelhecimento.
Em artigo publicado na revista especializada, os especialistas defendem que a prática de exercícios seja encorajada para prevenção do câncer de próstata e da hiperplasia benigna. "Por causa da alta freqüência de ocorrência das condições examinadas na população masculina, e nosso conhecimento limitado sobre outros fatores de risco modificáveis, medidas preventivas podem ter foco no aumento da atividade física", concluíram os autores.
Consulta: European Journal of Cancer Prevention. Agosto de 2008.
A prática de atividades físicas, mesmo quando se está no trabalho, pode ajudar na prevenção ao câncer de próstata e da hiperplasia benigna da próstata (aumento do tamanho da glândula), segundo estudo publicado na edição de agosto do "European Journal of Cancer Prevention". Os resultados da pesquisa grega indicaram que os níveis de atividades físicas no trabalho estão associados ao risco de desenvolver câncer e hiperplasia da próstata.
Usando dados de dois estudos realizados em Atenas entre os anos de 1994 e 1997, especialistas avaliaram essa relação em 320 pacientes com câncer de próstata, 184 com hiperplasia benigna tratada por cirurgia e 246 pessoas hospitalizadas com problemas menores. As ocupações dos participantes antes da aposentadoria também foram analisadas, sendo divididas em grupos de acordo com o nível de atividade física.
E os resultados indicaram uma significativa relação inversa entre a atividade física laboral e as duas manifestações. Os participantes que tinham ocupações com maior nível de atividade física tinham 69% menos propensão a ter o câncer e 59% menos chances de desenvolver a condição benigna da próstata, comparados com aqueles com trabalhos "menos fisicamente ativos".
De acordo com os autores, a proteção foi ainda maior nos homens com menos de 65 anos de idade. Isso porque principalmente a hiperplasia benigna da próstata, que num primeiro momento não tem conseqüências graves para a saúde, está intimamente relacionada ao envelhecimento.
Em artigo publicado na revista especializada, os especialistas defendem que a prática de exercícios seja encorajada para prevenção do câncer de próstata e da hiperplasia benigna. "Por causa da alta freqüência de ocorrência das condições examinadas na população masculina, e nosso conhecimento limitado sobre outros fatores de risco modificáveis, medidas preventivas podem ter foco no aumento da atividade física", concluíram os autores.
Consulta: European Journal of Cancer Prevention. Agosto de 2008.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Água em excesso faz mal
Revista O2 - Medicina do esporte / online - Fisiologia - 28/05/2007
Cuidados redobrados com a hidratação no dia da prova, beber um gole de água a cada 20 minutos, não ignorar nenhum posto durante a corrida. Essas são algumas das recomendações que os corredores estão cansados de ouvir. Mas será que água em excesso também não faz mal?
O artigo publicado no The New England Journal of Medicine afirma que cerca de 13% dos atletas que correram a Maratona de Boston em 2002 podem ter apresentado hiponatremia por causa da hiperidratação. No ano seguinte, foram registrados quatro casos, enquanto em Houston o número de corredores com o problema foi 21.
A hiponatremia nada mais é que a diminuição de sódio no organismo. Quando a pessoa transpira, além de água, perde também uma quantidade de sódio que, se não for reposto adequadamente, pode causar enjôo, perda de consciência, confusão mental e edemas. Se o atleta se hiperidrata, o sódio do corpo se dilui e a concentração de água e sódio fica desequilibrada. "A hiponatremia atinge o sistema nervoso central e o atleta pode apresentar convulsões, ficar em coma e até chegar à morte", explica Hélio Ventura, médico especializado em Medicina Esportiva pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
O dr. Ventura conta que as recomendações eram outras há 30 anos. Dizia-se que quando o atleta sentia sede durante uma prova era porque o seu corpo estava desidratado. Hoje, a preocupação com o excesso de água é tão grande quanto com a falta dela. "A hiponatremia é potencialmente mais perigosa que a hipernatremia", acredita André Pedrinelli, médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte da Faculdade de Medicina da USP.
Para André Pedrinelli, o maior erro cometido pelos atletas é o exagero. Portanto, deve-se equilibrar a ingestão de sódio com a de água e dar preferência para os isotônicos, que já têm a concentração balanceada entre esses dois componentes. Outro equívoco que acontece muito é o corredor exagerar na cafeína e nas massas antes da prova. "É preciso ficar atento com a quantidade de sal ingerida durante o jantar de massas antes da corrida. É comum o atleta comer alimentos com pouco sal, e isso deve ser evitado", alerta Ventura.
Como saber a quantidade certa?
É possível saber qual a quantidade correta de líquido que o corredor deve ingerir em determinado tempo de esforço. O ideal é fazer uma avaliação detalhada com acompanhamento médico, mas dá para saber aproximadamente o que o corpo gasta e não exagerar nos líquidos.
O conselho do dr. Ventura é que o atleta se pese antes e depois de um treino para saber quanto foi a perda de água, não esquecendo de subtrair a quantidade de líquido que ele ingeriu durante esse treino. Com esse peso em mãos, dá para saber aproximadamente quanto o seu corpo gastou e evitar um exagero na hora de se hidratar para uma prova. Vale lembrar que esse teste não substitui a avaliação física, que é mais aconselhada.
Outra forma de prevenir a hiponatremia é dosar a água e os alimentos que contenham sódio. Se o atleta não gostar de isotônicos, por exemplo, é importante ingerir alimentos que tenham teor razoável de sal para não desequilibrar o organismo.
Por Odara Gallo
Cuidados redobrados com a hidratação no dia da prova, beber um gole de água a cada 20 minutos, não ignorar nenhum posto durante a corrida. Essas são algumas das recomendações que os corredores estão cansados de ouvir. Mas será que água em excesso também não faz mal?
O artigo publicado no The New England Journal of Medicine afirma que cerca de 13% dos atletas que correram a Maratona de Boston em 2002 podem ter apresentado hiponatremia por causa da hiperidratação. No ano seguinte, foram registrados quatro casos, enquanto em Houston o número de corredores com o problema foi 21.
A hiponatremia nada mais é que a diminuição de sódio no organismo. Quando a pessoa transpira, além de água, perde também uma quantidade de sódio que, se não for reposto adequadamente, pode causar enjôo, perda de consciência, confusão mental e edemas. Se o atleta se hiperidrata, o sódio do corpo se dilui e a concentração de água e sódio fica desequilibrada. "A hiponatremia atinge o sistema nervoso central e o atleta pode apresentar convulsões, ficar em coma e até chegar à morte", explica Hélio Ventura, médico especializado em Medicina Esportiva pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
O dr. Ventura conta que as recomendações eram outras há 30 anos. Dizia-se que quando o atleta sentia sede durante uma prova era porque o seu corpo estava desidratado. Hoje, a preocupação com o excesso de água é tão grande quanto com a falta dela. "A hiponatremia é potencialmente mais perigosa que a hipernatremia", acredita André Pedrinelli, médico especialista em Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte da Faculdade de Medicina da USP.
Para André Pedrinelli, o maior erro cometido pelos atletas é o exagero. Portanto, deve-se equilibrar a ingestão de sódio com a de água e dar preferência para os isotônicos, que já têm a concentração balanceada entre esses dois componentes. Outro equívoco que acontece muito é o corredor exagerar na cafeína e nas massas antes da prova. "É preciso ficar atento com a quantidade de sal ingerida durante o jantar de massas antes da corrida. É comum o atleta comer alimentos com pouco sal, e isso deve ser evitado", alerta Ventura.
Como saber a quantidade certa?
É possível saber qual a quantidade correta de líquido que o corredor deve ingerir em determinado tempo de esforço. O ideal é fazer uma avaliação detalhada com acompanhamento médico, mas dá para saber aproximadamente o que o corpo gasta e não exagerar nos líquidos.
O conselho do dr. Ventura é que o atleta se pese antes e depois de um treino para saber quanto foi a perda de água, não esquecendo de subtrair a quantidade de líquido que ele ingeriu durante esse treino. Com esse peso em mãos, dá para saber aproximadamente quanto o seu corpo gastou e evitar um exagero na hora de se hidratar para uma prova. Vale lembrar que esse teste não substitui a avaliação física, que é mais aconselhada.
Outra forma de prevenir a hiponatremia é dosar a água e os alimentos que contenham sódio. Se o atleta não gostar de isotônicos, por exemplo, é importante ingerir alimentos que tenham teor razoável de sal para não desequilibrar o organismo.
Por Odara Gallo
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Musculação para o Idoso
Musculação significa estritamente aumento de massa muscular. Como este objetivo é mais facilmente obtido por meio dos exercícios resistidos, o termo costuma ser utilizado para designar o próprio treinamento com pesos. Neste sentido, a musculação pode ter muitas aplicações: preparação de atletas e esportistas em geral (que invariavelmente necessitam de massa muscular), modelagem do corpo tanto do homem quanto da mulher, reabilitação, e desenvolvimento de aptidão física. Aumento da massa muscular é a adaptação morfológica mais evidente induzida pelos exercícios com pesos. Força é a adaptação funcional que sempre acompanha os níveis de massa muscular. Para entendermos melhor a importância da força muscular na vida diária das pessoas, o idoso é o modelo ideal. Freqüentemente o idoso é um sedentário de longa data, que perdeu aptidão física geral, atentadamente massa muscular e força. Sabe-se que flexibilidade e força diminuídas são as maiores limitações para as atividades da vida diária. Agachar e levantar subir e descer escadas, levantar objetos muitas vezes pesados, banhar-se e vestir-se são exemplos de atividades do cotidiano muito prejudicadas do ponto de vista biomecânico pela diminuição da força e da flexibilidade. Evitar quedas nas situações de desequilíbrios do corpo é outra função importante da força e da flexibilidade, aspecto fundamental para a integridade física dos idosos .Estudos demonstraram que idosos aptos para a vida diária mas com baixos níveis de força muscular, evoluem rapidamente para a inaptidão, com alto índice de quedas e suas conseqüências muitas vezes fatais.O treinamento com pesos é a maneira mais eficiente para aumentar a força muscular e a densidade óssea. A flexibilidade aumenta dentro dos limites de amplitude que eventuais processos degenerativos possam permitir . Diante dos atuais conhecimentos, defendemos o ponto de vista de que o treinamento com pesos deve ser considerado a forma ideal e padrão de preparação física para todas as pessoas. Pelas suas qualidades, atende com segurança e eficiência às necessidades de condicionamento físico mesmo das pessoas mais debilitadas. Na medida em que a condição física geral for melhorando, serão atingidos níveis de aptidão compatíveis com diferentes atividades, dentre elas as diversas modalidades esportivas, com suas abordagens específicas de treinamento.
Assinar:
Postagens (Atom)
